As mídias digitais oferecem oportunidades de aprendizado para as crianças; mas, também levantam preocupações quanto à sua repercussão no desenvolvimento infantil e nas dinâmicas familiares. Diante disso é importante refletir sobre de que forma essas tecnologias seriam aliadas ou prejudiciais ao processo de desenvolvimento da criança.
A própria Organização Mundial de Saúde (2019) divulgou a extensão das possibilidades de alteração motora, cognitiva e no desenvolvimento psicossocial das crianças, relacionado a esse novo espaço virtual onde precocemente as crianças são expostas. O aumento do consumo de telas pelas crianças é muito superior ao recomendado pelo American Academy of Pediatrics (AAP), que seria não ultrapassar o mínimo de 2 horas por dia, com conteúdo educativo de acordo com cada faixa etária.
O cérebro do ser humano só está completamente formado por volta dos 24 anos de idade. Expor crianças no uso de celular de forma exagerada causa dependência tecnológica e prejuízos emocionais e comportamentais. As áreas cerebrais responsáveis pela dependência de uso de tela são as mesmas áreas afetadas pela dependência de uso de drogas como álcool, nicotina, cocaína, maconha e outras. Por isso é tão importante alertar aos pais e cuidadores sobre os prejuízos causados. Sem falar que os sintomas podem ser confundidos com o TDAH.
Algumas alterações no comportamento da criança são irritabilidade, agressividade, problemas de concentração e de aprendizagem. Sobre os prejuízos no desenvolvimento especialistas relatam atraso na aquisição da linguagem, défice na interação social, pobreza na diversidade de estímulos, ansiedade e dificuldade em lidar com limites.
Crianças precisam ter atividades que estimulem o seu desenvolvimento como por exemplo: interações com outras crianças, jogos, brincadeiras, leituras, atividade de vida diária em conjunto.
Fonte: chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/9f038ef1-e7eb-4b2a-bf12-0279d740e008/contente











